2013-09-02

Defeito ou feitio?



Na caixa de comentários do post anterior a Eenesh sugeriu um tema para debate que é bastante controverso e nada fácil de tirar uma conclusão absoluta: Aquilo que cada um de nós vê como defeito na pessoa ao lado, será mesmo defeito ou será apenas algo que é diferente do "normal" e, portanto, não tão bem aceite socialmente, especialmente se esse "defeito" não parece afetar a vida dessa pessoa?

Isto para mim, é uma grande área cinzenta. Geralmente é aceite como defeito algo que seja prejudicial nas interações duma pessoa com outras. Ou és muito arrogante, egoísta, nervoso, peixeiro, etc....

Vejamos agora um exemplo: Mourinho. Toda a gente lhe aponta o facto dele ser bastante arrogante quando fala. Mas até que ponto isso pode ser considerado um defeito? Ele ganha títulos e taças em todos os clubes por onde passa, portanto até que ponto esse "defeito" atrapalha a vida dele? Se não atrapalhar a vida dele em nada, pode ser chamado de "defeito"? Não sei !!!

Em termos mais genéricos: se alguém faz alguma coisa repetidamente, coisa essa que é mal vista por toda a gente à sua roda, será que isso é um defeito? Para os outros é, sem duvida, mas para ele próprio, será? Normalmente (salvo doenças psíquicas) as pessoas não fazem repetidamente uma coisa, se essa coisa não lhes trouxer algum benefício. E se lhes traz algum benefício, então essa pessoa nunca irá encarar aquilo como um defeito.

O que têm a dizer os meus fieis seguidores sobre o tema?

6 comentários:

Rosa Cueca disse...

Há defeitos considerados "universais", nomeadamente até descritos nas várias religiões, que são aqueles que vão contra a vida em sociedade e o seu bom funcionamento.
Mas obviamente que há áreas cinzentas, por exemplo: avareza. Não deves ser um forreta impedernido, mas se fores um tipo gastador, também não és bem visto. A virtude está no meio, vá.
Quanto à arrogância, esta é muitas vezes confundida com excesso de confiança. O caso do Mourinho sinto que é mais o segundo caso, até porque é dessa forma que ele próprio se coloca superiormente face aos outros, no fundo, uma estratégia como qualquer outra, não sei até que ponto ele será mesmo assim na sua vida pessoal.

anokas disse...

Todos temos defeitos, alguns, temos consciência e insistimos neles, outros corrigimos ou trocamos por outro qualquer.

Quanto ao teu genericamente, se é uma coisa que a pessoa faz repetidamente, pode, para ela, já não ser defeito, mas sim um hábito, não quer dizer que traga benefícios, simplesmente está lá, entranhado.

Eu tinha um colega de secundária, com a mania (ou seria defeito?) que era filósofo e disse que até Jesus, que era Jesus (o do novo testamento), tinha um defeito, ser demasiado perfeito.

Por isso, ter defeitos é uma coisa que nem a Jesus (o do novo testamento) escapa :)

Jedi Master Atomic disse...

Rosa Cueca -> A virtude está sempre no meio :P

anokas -> Boa. Outro post para filosofar. "Será que ser demasiado perfeito é defeito?" loool

agatxigibaba disse...

Há coisas que fazemos repetidamente não porque temos benefício mas porque se tornou, simplesmente, num hábito. Há pessoas que se gabam demasiado, por exemplo, algo que me irrita profundamente, mas que aposto que já nem reparam que o fazem, para elas tornou-se natural falar dessa forma. Se devem ser crucificadas? Se somos nós que devemos ignorar? Bom, é sempre um campo subjectivo, mas por muito distraídos que sejamos, conseguimos detectar quase sempre quando estamos a ser incorrectos com terceiros.

O carteira vazia disse...

o problema é que muita gente é arrogante porque tem excesso de confiança... tem a mania...

http://ocarteiravazia.blogspot.com/

Jedi Master Atomic disse...

agatxigibaba -> A partir de certa altura tornam-se um hábito, sim senhor, mas as pessoas começam por fazer as coisas porque lhes traz beneficio. Só depois é que vem o hábito ;)

O carteira vazia -> Exato